O profissional de relações públicas ao assumir o papel de mediador promove interações sociais que podem amenizar conflitos sociais e culturais, e também pode agir em defesas de causas. As relações públicas se torna um gerenciador de conflitos e multiplicador de opiniões, para chegar a solução para os possíveis problemas.
O tema do nosso blog foi escolhido por se tratar de um assunto polêmico e presente na vida da sociedade, ao lidarmos com um tema tão delicado, e presente na agenda da ONU, devemos avaliar quem serão os públicos a serem atingidos e que objetivos nós temos ao defender tal causa.
A exploração infantil, seja ela física, pessoal ou moral, está em todos os lugares e classes, merecendo uma importância significativa na ONU, conforme citação abaixo:
Um recente estudo das Nações Unidas sobre o tema, sob coordenação do pesquisador da USP, Paulo Sérgio Pinheiro, mostra que "a violência ainda prevalece em todos os países do mundo e está presente em qualquer cultura, classe, nível de escolaridade, faixa de renda e origem étnica. Em várias regiões, a violência contra crianças é um fenômeno aprovado e, freqüentemente, legal ". Em pelo menos 106 países não se proíbe o uso de castigos corporais nas escolas, 147 países não os proíbem em instituições assistenciais alternativas e somente 16 países os proibiram no lar até hoje.
O blog Infância em Alerta, tem como objetivo alertar aos pais, educadores, ONGs, pessoas envolvidas em causas a proteção da criança e adolescente evitando qualquer tipo de violência. No blog, as pessoas também irão aprender como denunciar, onde procurar ajuda e como saber se a criança está em perigo ou não.
Temos o objetivo que o blog seja um multiplicador de opinião segura e que dissemine informações para toda a sociedade.
Matérias que comprovam a importância do tema abordado:
Relatório da ONU alerta sobre violência infantil em todo o mundo - 04/10/2006
Genebra, 4 out (EFE).- O primeiro estudo global sobre violência infantil realizado pela ONU revela que a cada ano 275 milhões de crianças são testemunhas de atos violentos em suas famílias, 126 milhões trabalham em atividades consideradas de risco e entre 100 e 140 milhões de meninas e adolescentes sofreram mutilação genital.
O documento, resultado de três anos de trabalho conjunto entre várias agências especializadas das Nações Unidas, afirma que a violência contra as crianças "está presente em todos lugares", desde a família até a escola, passando pela comunidade, instituições como orfanatos e centros de reabilitação, e no ambiente de trabalho.
No entanto, "na maior parte do tempo, a violência exercida sobre as crianças permanece escondida", afirmou hoje o responsável pelo estudo, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, especialista da ONU sobre o tema.
O relatório revela que existem formas de violência "escondidas" ou "invisíveis" contra as crianças e que ocorrem sobretudo dentro da família ou nas instituições que, paradoxalmente, têm a incumbência de protegê-las e sobre as quais existem poucas estatísticas.
Na família, as crianças costumam sofrer diversas agressões - violência física, verbal, humilhações ou ameaças - encobertas por justificativas disciplinares. No caso dos abusos sexuais, costumam ser cometidos por algum membro da família ou por pessoas próximas.
O relatório será apresentado oficialmente à Assembléia Geral da ONU no próximo dia 12 de outubro. Uma das suas principais conclusões, segundo Pinheiro, é que "a violência infantil pode ser prevenida" e que "é possível reduzir a dimensão do problema".
O especialista afirmou que os programas de visitas surpresa às famílias que possuem crianças, campanhas de educação e sensibilização, assim como políticas para limitar o acesso "muito fácil" às armas e às drogas poderiam ser eficazes para reduzir o nível de violência nas famílias.
Encomendado em 2003 pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o estudo representa a primeira tentativa de desenvolver uma estimativa global sobre a diversidade das formas de violência contra as crianças no mundo.
A diretora do Centro de Pesquisa Infantil do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marta Santos, considerou fundamental a adoção de legislações específicas sobre o tema e mencionou o fato de que 106 países ainda não proibiram a violência nas escolas e 146 não o fizeram no marco das instituições.
Os castigos físicos contra menores que tenham cometido infrações são permitidos em 31 países e apenas 16 nações proibiram expressamente o uso da violência no contexto familiar.
A escola também é apresentada como um ambiente no qual as crianças costumam ser vítimas da violência, como revela uma pesquisa realizada em 16 países em desenvolvimento. Segundo o estudo, entre 20% e 65% dos estudantes, dependendo dos países, foram alvo de intimidação física ou verbal nos 30 dias prévios à consulta.
O relatório também revelou que das 218 milhões de crianças que trabalham no mundo, segundo as estimativas, 126 milhões fazem tarefas perigosas.
Entre elas, 5,7 milhões são forçadas a trabalhar em condições de escravidão por contração de dívidas, 1,8 milhão se prostituem ou são exploradas sexualmente, e 1,2 milhão caíram nas redes de traficantes de seres humanos.
O estudo indica que as 8 milhões de crianças que vivem em orfanatos e centros de readaptação social são um dos grupos mais expostos à violência física, que pode ter como conseqüências atrasos no desenvolvimento, incapacidade, dano psicológico irreversível e tendência ao suicídio.
Entre as recomendações apresentadas por Pinheiro estão a proibição da violência contra as crianças, seja mediante castigos corporais ou práticas tradicionais como a mutilação genital, e a necessidade de dar prioridade à prevenção e de criar sistemas e serviços de proteção infantil facilmente acessíveis para as crianças.
O documento, resultado de três anos de trabalho conjunto entre várias agências especializadas das Nações Unidas, afirma que a violência contra as crianças "está presente em todos lugares", desde a família até a escola, passando pela comunidade, instituições como orfanatos e centros de reabilitação, e no ambiente de trabalho.
No entanto, "na maior parte do tempo, a violência exercida sobre as crianças permanece escondida", afirmou hoje o responsável pelo estudo, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, especialista da ONU sobre o tema.
O relatório revela que existem formas de violência "escondidas" ou "invisíveis" contra as crianças e que ocorrem sobretudo dentro da família ou nas instituições que, paradoxalmente, têm a incumbência de protegê-las e sobre as quais existem poucas estatísticas.
Na família, as crianças costumam sofrer diversas agressões - violência física, verbal, humilhações ou ameaças - encobertas por justificativas disciplinares. No caso dos abusos sexuais, costumam ser cometidos por algum membro da família ou por pessoas próximas.
O relatório será apresentado oficialmente à Assembléia Geral da ONU no próximo dia 12 de outubro. Uma das suas principais conclusões, segundo Pinheiro, é que "a violência infantil pode ser prevenida" e que "é possível reduzir a dimensão do problema".
O especialista afirmou que os programas de visitas surpresa às famílias que possuem crianças, campanhas de educação e sensibilização, assim como políticas para limitar o acesso "muito fácil" às armas e às drogas poderiam ser eficazes para reduzir o nível de violência nas famílias.
Encomendado em 2003 pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o estudo representa a primeira tentativa de desenvolver uma estimativa global sobre a diversidade das formas de violência contra as crianças no mundo.
A diretora do Centro de Pesquisa Infantil do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Marta Santos, considerou fundamental a adoção de legislações específicas sobre o tema e mencionou o fato de que 106 países ainda não proibiram a violência nas escolas e 146 não o fizeram no marco das instituições.
Os castigos físicos contra menores que tenham cometido infrações são permitidos em 31 países e apenas 16 nações proibiram expressamente o uso da violência no contexto familiar.
A escola também é apresentada como um ambiente no qual as crianças costumam ser vítimas da violência, como revela uma pesquisa realizada em 16 países em desenvolvimento. Segundo o estudo, entre 20% e 65% dos estudantes, dependendo dos países, foram alvo de intimidação física ou verbal nos 30 dias prévios à consulta.
O relatório também revelou que das 218 milhões de crianças que trabalham no mundo, segundo as estimativas, 126 milhões fazem tarefas perigosas.
Entre elas, 5,7 milhões são forçadas a trabalhar em condições de escravidão por contração de dívidas, 1,8 milhão se prostituem ou são exploradas sexualmente, e 1,2 milhão caíram nas redes de traficantes de seres humanos.
O estudo indica que as 8 milhões de crianças que vivem em orfanatos e centros de readaptação social são um dos grupos mais expostos à violência física, que pode ter como conseqüências atrasos no desenvolvimento, incapacidade, dano psicológico irreversível e tendência ao suicídio.
Entre as recomendações apresentadas por Pinheiro estão a proibição da violência contra as crianças, seja mediante castigos corporais ou práticas tradicionais como a mutilação genital, e a necessidade de dar prioridade à prevenção e de criar sistemas e serviços de proteção infantil facilmente acessíveis para as crianças.
Violência contra criança é maior que estatísticas
Uma pesquisa inédita realizada por professores do Departamento de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto mostrou que o número de casos de violência contra crianças é maior do que as estatísticas divulgadas pelos órgãos oficiais. O trabalho também mostra que, diferentemente do que muitas pessoas pensam, a violência doméstica atinge todas as classes sociais.
A professora e psicóloga Marina Rezende Bazon pesquisou a violência doméstica contra crianças em escolas públicas e privadas de 25 cidades da região. As entrevistas foram feitas com os professores porque, segundo a pesquisadora, eles conseguem identificar melhor os sinais de maus tratos.
A taxa de violência infantil encontrada na pesquisa foi maior do que a divulgada pelos órgãos oficiais. Em Ribeirão Preto, por exemplo, em média, 5,7% das crianças, de zero a dez anos sofrem maus tratos.
A pesquisa revelou que as cidades com taxas mais altas de violência são as possuem menor número de moradores. Na região de Ribeirão Preto, em Santa Cruz da Esperança, 10% das crianças entre zero e dez anos são vítimas de violência doméstica. Já em Santo Antônio da Alegria, o índice é de 9% e, em Dumond, de 7%.
Os dados mostram também que em Ribeirão Preto 8% das crianças de zero a seis anos sofrem mais com a negligência. Já 3,9% das crianças na faixa entre sete e dez anos são vítimas de agressões físicas. Segundo a psicóloga, a violência infantil é registrada em todas as classes sociais, com a mesma probabilidade.
Marina Rezende Bazon compara a gravidade dos números revelados na pesquisa com o índice de Aids no Brasil. “A taxa de casos Aids no Brasil chega a 0,65%. E só em Ribeirão Preto, a taxa de violência infantil é de 5,7%”, analisa.
Os números mostrados na pesquisa são comprovados nos abrigos da cidade. No Centro de Apoio a Criança Vitimizada de Ribeirão Preto (Cacav), que atualmente abriga 55 crianças vítimas de violência doméstica, a capacidade é para 50 crianças e adolescentes entre dois e 18 anos. A casa recebe, em média, dez novos casos por mês. De todos as crianças atendidas neste ano, em 57% dos casos, o motivo era a negligência dos pais.
A coordenadora técnica do Cacav, Marilda Cardoso de Almeida Iara, diz que a função do abrigo é fazer com que os pais se cheguem a um entendimento com os filhos. “Nós tentamos resgatar esse vínculo, ou seja, ensinar pais a atuarem como pais”, explica.
Muitos casos de agressão infantil não são denunciados, diz delegada
Cerca de 40% de todas as ocorrências registradas por mês nas delegacias do Estado do Rio de Janeiro são de agressão infantil. Dados do Disque-Denúncia revelam que o maior número de casos é registrado na Baixada Fluminense. Apesar de alto, esse número está longe de ser a realidade. De acordo com a delegada Renata Teixeira Dias, responsável pela Delegacia de Proteção a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência (Decav), muitos casos não são denunciados:
- Essas pessoas procuram manter o fato dentro de casa, fora da delegacia. A gente não toma nem conhecimento de muitos.
Ainda segundo a delegada, apenas 1% das denúncias são feitas pelas vítimas. Para ela, o motivo seria o medo de sofrer algum tipo de repreensão. Como ela não não entende que está sendo abusada, acha aceitável.
- Na maioria dos casos são os pais ou os companheiros dos pais os principais agressores das crianças.
Pena pequena para crime grave
A delegada também chamou atenção para a punição prevista para quem é acusado de violência infantil. No caso de maus tratos a pena varia de dois meses a um ano. Se a agressão resultar em lesão corporal de natureza grave, a pessoa pode pegar de 1 a 4 anos. Já no caso de morte, o agressor pode ser condenado de 4 a 12 anos.
- A punição é até leve, infelizmente – lamentou a delegada.
* Dados retirados do site da ONU http://www.onu-brasil.org.br/ e Unicef http://www.unicef.org/brazil/pt/
*Veja mais em:
http://www.mscontraapedofilia.ufms.br/index.php?inside=1&tp=3&comp=&show=64
http://www.todoscontraapedofilia.com.br/site/
* Dados retirados do site da ONU http://www.onu-brasil.org.br/ e Unicef http://www.unicef.org/brazil/pt/
*Veja mais em:
http://www.mscontraapedofilia.ufms.br/index.php?inside=1&tp=3&comp=&show=64
http://www.todoscontraapedofilia.com.br/site/


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